Univittá Saúde Animal Univittá Saúde Animal Tue, 12 May 2026 13:02:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://univittasaudeanimal.com.br/wp-content/uploads/2025/08/favicon.png Univittá Saúde Animal 32 32 Peptídeos Bioativos Orais em Equinos: Uma Nova Visão Sobre Regeneração Tendínea e Articular https://univittasaudeanimal.com.br/peptideos-bioativos-orais-em-equinos-uma-nova-visao-sobre-regeneracao-tendinea-e-articular/ https://univittasaudeanimal.com.br/peptideos-bioativos-orais-em-equinos-uma-nova-visao-sobre-regeneracao-tendinea-e-articular/#respond Tue, 12 May 2026 13:01:41 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2802 Os peptídeos bioativos vêm ganhando espaço crescente na medicina regenerativa equina, principalmente quando o foco está na saúde de tendões e articulações. Durante muitos anos, criou-se a percepção de que apenas protocolos injetáveis seriam realmente eficientes para estimular reparação tecidual. Porém, à medida que a fisiologia da regeneração passou a ser melhor compreendida, surgiu uma […]

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Os peptídeos bioativos vêm ganhando espaço crescente na medicina regenerativa equina, principalmente quando o foco está na saúde de tendões e articulações. Durante muitos anos, criou-se a percepção de que apenas protocolos injetáveis seriam realmente eficientes para estimular reparação tecidual. Porém, à medida que a fisiologia da regeneração passou a ser melhor compreendida, surgiu uma visão muito mais interessante e biologicamente coerente sobre o papel da suplementação oral contínua.

Quando falamos de tendões, ligamentos e articulações, é importante entender primeiro que esses tecidos possuem metabolismo lento, baixa vascularização e capacidade regenerativa naturalmente limitada. Diferentemente de tecidos altamente irrigados, estruturas colágenas não se recuperam rapidamente, independentemente do tratamento utilizado.

Isso significa que não existe regeneração verdadeira em poucas horas ou poucos dias. O organismo necessita de tempo para reorganizar fibras colágenas, remodelar matriz extracelular e restabelecer resistência biomecânica adequada.

É justamente nesse ponto que os peptídeos orais começam a fazer muito mais sentido fisiológico.

O grande diferencial da suplementação oral

Enquanto protocolos injetáveis normalmente promovem um estímulo intenso e transitório, a suplementação oral diária oferece algo extremamente valioso para tecidos de metabolismo lento, que é a constância biológica.

Em vez de um único pico farmacológico, o organismo passa a receber diariamente pequenos estímulos regenerativos, criando um ambiente metabólico mais favorável para manutenção e reparação progressiva das estruturas locomotoras.

Na prática, isso significa:

  1. Maior estímulo contínuo para síntese de matriz extracelular;
  2. Estímulo diário na modulação inflamatória;
  3. Suporte constante ao metabolismo do colágeno; e
  4. Manutenção do ambiente regenerativo.

Em equinos atletas isso faz sentido?

O cavalo atleta raramente apresenta apenas uma lesão aguda isolada. Na maioria das vezes existe: microinflamação contínua, sobrecarga mecânica repetitiva, desgaste progressivo e fadiga da matriz extracelular.

Ou seja, o problema frequentemente não é apenas “tratar uma lesão”, mas controlar diariamente um ambiente catabólico instalado ao longo do treinamento e das competições.

Dentro desse contexto, a ideia de fornecer peptídeos bioativos diariamente passa a ter enorme valor fisiológico.

Mesmo que a concentração sistêmica da via oral não seja tão alta quanto a da via injetável, a repetição contínua do estímulo pode favorecer um ambiente regenerativo muito mais sustentável ao longo do tempo.

O efeito dos peptídeos não depende apenas da concentração plasmática

Hoje sabemos que muitos peptídeos não dependem exclusivamente de altas concentrações sanguíneas para exercer efeitos relevantes. Esse importante conceito define que parte importante da ação ocorrer no trato gastrointestinal, na modulação imunológica, na resposta inflamatória sistêmica e no equilíbrio metabólico do organismo.

Além disso, alguns fragmentos peptídicos permanecem biologicamente ativos mesmo após digestão parcial, especialmente em peptídeos relacionados ao colágeno e hidrolisados bioativos.

Isso muda completamente a forma de enxergar a suplementação oral, pois o intestino se torna um dos grandes mediadores da regeneração

Dessa forma a saúde intestinal influencia diretamente na:

  1. Inflamação sistêmica;
  2. No estresse oxidativo;
  3. No metabolismo muscular;
  4. Na resposta imunológica; e
  5. Na recuperação articular e tendínea.

Portanto, o peptídeo oral não atua apenas como substrato estrutural. Ele também pode funcionar como modulador metabólico sistêmico, favorecendo um ambiente biológico mais adequado para recuperação e manutenção dos tecidos locomotores.

Tendões precisam mais de constância na suplementação do que de intensidade?

A regeneração tendínea não depende apenas de um “grande estímulo”. Ela depende principalmente de estabilidade metabólica, estímulo contínuo, controle inflamatório e disponibilidade constante de substratos reparadores.

O colágeno está sendo continuamente degradado, reorganizado, reconstruído. Por isso, fornecer diariamente peptídeos bioativos, aminoácidos sinalizadores e suporte nutricional funcional adequado é fundamental.

Sendo assim, a suplementação diária se torna muito mais coerente fisiologicamente do que depender apenas de estímulos agudos e transitórios.

A visão mais moderna da medicina regenerativa vem se afastando gradualmente da ideia de soluções rápidas e intervenções pontuais milagrosas.

Hoje entende-se que tecidos colágenos respondem melhor à estabilidade metabólica, ao suporte contínuo, à modulação fisiológica diária e ao ambiente regenerativo sustentado.

Dentro dessa lógica, sempre visando a inovação, a Univittá tem em seu portifólio o COLÁGENO. Peptídeos Bioativos de Colágeno, orais que deixam de ser vistos como alternativas “mais fracas” e passam a ser compreendidos como ferramentas extremamente inteligentes de modulação biológica contínua.

Quando falamos de tendões e articulações em equinos, talvez o maior erro seja imaginar que regeneração depende apenas de intensidade farmacológica. E é justamente nesse ponto que os peptídeos bioativos orais demonstram enorme potencial.

Mais do que gerar um pico transitório de resposta, eles oferecem algo biologicamente extremamente valioso para o cavalo atleta: “Um ambiente regenerativo sustentado diariamente.”

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História da descoberta e desenvolvimento do Duddingtonia flagrans no controle biológico de helmintos https://univittasaudeanimal.com.br/historia-da-descoberta-e-desenvolvimento-do-duddingtonia-flagrans-no-controle-biologico-de-helmintos/ https://univittasaudeanimal.com.br/historia-da-descoberta-e-desenvolvimento-do-duddingtonia-flagrans-no-controle-biologico-de-helmintos/#respond Thu, 02 Apr 2026 17:05:46 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2762 A história do Duddingtonia flagrans está diretamente relacionada ao desenvolvimento do conhecimento sobre os fungos nematófagos, um grupo de organismos com capacidade de capturar e digerir nematódeos presentes no solo. Esse campo de estudo teve início no século XIX, quando os primeiros registros científicos começaram a descrever interações predatórias entre microrganismos e pequenos vermes. As […]

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A história do Duddingtonia flagrans está diretamente relacionada ao desenvolvimento do conhecimento sobre os fungos nematófagos, um grupo de organismos com capacidade de capturar e digerir nematódeos presentes no solo. Esse campo de estudo teve início no século XIX, quando os primeiros registros científicos começaram a descrever interações predatórias entre microrganismos e pequenos vermes.

As primeiras observações datam de 1839, quando o naturalista alemão Christian Gottfried Ehrenberg descreveu, pela primeira vez, fungos capazes de capturar nematódeos no ambiente. Naquele momento, esses organismos foram considerados apenas curiosidades microbiológicas, sem aplicação prática conhecida, sendo estudados principalmente sob a ótica da história natural e da morfologia.

Ao longo do início do século XX, o interesse por esses fungos aumentou, especialmente entre pesquisadores europeus. Nesse período, começaram a surgir estudos mais aprofundados sobre os mecanismos de captura e digestão de nematódeos. Um dos principais nomes dessa fase foi o micologista sueco Nils Duddington, que realizou contribuições fundamentais para a compreensão dos fungos predadores. Seus trabalhos detalharam a formação de estruturas especializadas de captura, como redes e anéis adesivos, e ajudaram a consolidar o conceito de fungos nematófagos como organismos com estratégias predatórias altamente adaptadas. Em sua homenagem, o gênero Duddingtonia foi posteriormente estabelecido.

A espécie Duddingtonia flagrans foi formalmente descrita em 1964 pelos micologistas Cooke e Godfrey. Esses autores destacaram duas características marcantes do fungo: a capacidade de formar armadilhas adesivas tridimensionais altamente eficientes e a produção de clamidósporos com elevada resistência ambiental. Essa combinação de características chamou atenção da comunidade científica, pois sugeria que o fungo poderia sobreviver a condições adversas e, potencialmente, ser utilizado em aplicações práticas.

Foi a partir das décadas de 1970 e 1980 que o Duddingtonia flagrans passou a ser estudado com foco aplicado, especialmente no contexto da parasitologia veterinária. Pesquisadores observaram que os clamidósporos do fungo eram capazes de sobreviver à passagem pelo trato digestivo de animais, sendo posteriormente eliminados nas fezes ainda viáveis. Nessas condições, o fungo germinava, formava micélio e passava a produzir armadilhas capazes de capturar e destruir larvas de nematódeos antes que atingissem o estágio infectante e migrassem para a pastagem. Essa descoberta foi determinante para o surgimento do conceito de controle biológico de helmintos em sistemas de pastejo, representando uma mudança importante no paradigma do controle parasitário.

Nas décadas seguintes, especialmente entre os anos 1990 e 2000, houve uma intensificação das pesquisas voltadas ao desenvolvimento de formulações práticas para uso em sistemas produtivos. Centros de pesquisa na Dinamarca, Austrália, Brasil, Estados Unidos e Reino Unido desempenharam papel fundamental nesse processo. Ensaios experimentais e estudos de campo demonstraram que a administração regular de Duddingtonia flagrans podia reduzir entre 70% e 95% das larvas infectantes presentes nas fezes, impactando significativamente a contaminação das pastagens e a dinâmica de reinfecção dos animais.

Paralelamente, o avanço do conhecimento sobre resistência anti-helmíntica, especialmente em nematódeos de importância veterinária, como os pequenos estrôngilos dos equinos (Cyathostominae) e Haemonchus contortus em ruminantes, reforçou ainda mais a relevância do controle biológico. O uso intensivo de vermífugos químicos levou à seleção de populações parasitárias resistentes, evidenciando a necessidade de estratégias complementares que atuassem fora do hospedeiro e reduzissem a pressão de infecção ambiental.

Atualmente, o Duddingtonia flagrans é amplamente reconhecido como o fungo nematófago mais promissor para o controle biológico de helmintos em sistemas de pastagem. Sua aplicação tem sido estudada em diferentes espécies de interesse zootécnico, incluindo equinos, bovinos, ovinos e caprinos, além de sistemas de produção orgânica, nos quais a redução do uso de insumos químicos é uma exigência fundamental.

Além de sua eficácia, o fungo apresenta características que favorecem sua utilização prática, como segurança para os animais, ausência de impacto significativo sobre o microbioma intestinal e especificidade de ação sobre nematódeos de vida livre. Dessa forma, o Duddingtonia flagrans se consolida como uma ferramenta estratégica dentro dos programas modernos de manejo parasitário integrado, contribuindo para a sustentabilidade da produção animal e para a preservação da eficácia dos anti-helmínticos disponíveis.

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Por que o retorno não progressivo do equino ao treinamento, após o descanso, compromete a integridade muscular e a performance? https://univittasaudeanimal.com.br/por-que-o-retorno-nao-progressivo-do-equino-ao-treinamento-apos-o-descanso-compromete-a-integridade-muscular-e-a-performance/ https://univittasaudeanimal.com.br/por-que-o-retorno-nao-progressivo-do-equino-ao-treinamento-apos-o-descanso-compromete-a-integridade-muscular-e-a-performance/#respond Tue, 27 Jan 2026 14:10:10 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2647 Após um período de descanso, quando o equino retorna de forma relativamente rápida às atividades físicas e aos níveis anteriores de treinamento, ocorre, de fato, um aumento mais brusco na produção e liberação de radicais livres, compostos químicos produzidos naturalmente pelo organismo do animal, caracterizando um quadro de estresse oxidativo agudo. Esse fenômeno está diretamente […]

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Após um período de descanso, quando o equino retorna de forma relativamente rápida às atividades físicas e aos níveis anteriores de treinamento, ocorre, de fato, um aumento mais brusco na produção e liberação de radicais livres, compostos químicos produzidos naturalmente pelo organismo do animal, caracterizando um quadro de estresse oxidativo agudo. Esse fenômeno está diretamente relacionado às adaptações fisiológicas perdidas durante o período de inatividade e à forma como o organismo passa a responder novamente ao esforço muscular.

Durante o exercício físico, especialmente o exercício aeróbio de moderada a alta intensidade, há um aumento expressivo do consumo de oxigênio pelos músculos, que pode chegar a ser de 50 a 100 vezes maior quando comparado ao repouso. Esse aumento do fluxo de oxigênio resulta em maior passagem de elétrons pela cadeia respiratória mitocondrial, criando um ambiente propício para a formação de espécies reativas de oxigênio (EROs), como o ânion superóxido (O₂⁻), o peróxido de hidrogênio (H₂O₂) e o radical hidroxila (•OH). Além da mitocôndria, outras vias contribuem significativamente para essa produção, incluindo a ativação da xantina oxidase, o recrutamento inflamatório pós-exercício, os fenômenos de isquemia e reperfusão muscular e as microlesões das fibras musculares induzidas pelo esforço mecânico.

Em equinos adequadamente condicionados, a produção de radicais livres faz parte de um processo fisiológico esperado, uma vez que o organismo dispõe de um sistema antioxidante endógeno plenamente adaptado para neutralizar essas espécies reativas. No entanto, durante períodos de descanso prolongado ou redução significativa da carga de trabalho, ocorre uma perda progressiva dessas adaptações. Observa-se então, dois eventos:

  • Redução da atividade das principais enzimas antioxidantes endógenas, como a superóxido dismutase (SOD), a catalase e a glutationa peroxidase (GPx);
  • Menor eficiência mitocondrial, diminuição da capacidade tampão contra EROs e redução da tolerância muscular ao estresse mecânico e metabólico.

Dessa forma, o sistema antioxidante “se descondiciona” mais rapidamente do que a capacidade do músculo de gerar radicais livres quando o exercício é retomado, ou seja, a produção de radicais livres é mais rápida e mais eficiente do que a produção de fatores antioxidantes.

Quando o cavalo retorna ao treinamento em intensidade semelhante àquela praticada antes do descanso, a produção de radicais livres aumenta de maneira abrupta, enquanto o sistema antioxidante ainda não se encontra plenamente reativado. Estabelece-se, assim, um desequilíbrio temporário entre a produção e a neutralização das EROs, culminando em estresse oxidativo agudo. As consequências incluem:

  • Maior dano às membranas celulares por peroxidação lipídica;
  • Oxidação de proteínas contráteis;
  • Aumento da permeabilidade da membrana muscular;
  • Maior liberação de enzimas musculares como CK e AST; e
  • Fadiga precoce e elevação do risco de lesões musculares.

Todo esse quadro tende a ser tanto mais intenso quanto maior for o tempo de inatividade e mais abrupto o retorno ao treinamento. Do ponto de vista funcional, a diferença entre um equino condicionado e um equino recém-retornado ao exercício é marcante.

No animal condicionado:

  • A produção de radicais livres é elevada, porém controlada, o sistema antioxidante está ativo e adaptado;
  • O estresse oxidativo é fisiológico; e
  • O risco de lesão muscular é menor e a recuperação pós-exercício é rápida.

Já em contraste, no equino que retorna após um período de descanso:

  • A produção de radicais livres torna-se elevada e descontrolada, o sistema antioxidante encontra-se parcialmente inativo;
  • O estresse oxidativo assume caráter patológico e agudo; e
  • O risco de lesão muscular aumenta tornando a recuperação mais lenta.
AspectoEquino condicionadoEquino após descanso
Produção de radicais livresElevada, porém controladaElevada e descontrolada
Sistema antioxidanteAtivo e adaptadoParcialmente inativo
Estresse oxidativoFisiológicoPatológico/agudo
Risco de lesão muscularMenorMaior
Recuperação pós-exercícioRápidaMais lenta

Um aspecto fundamental nessa discussão é o tempo de descanso, que representa o ponto-chave para definir quando o retorno ao exercício passa a configurar risco real de estresse oxidativo. Não existe um único “número mágico”, mas sim janelas de tempo bem definidas nas quais as adaptações metabólicas começam a ser perdidas. No equino atleta, essas adaptações metabólicas e antioxidantes são mais lábeis do que as estruturais. Assim, o músculo pode aparentar normalidade e o condicionamento cardiovascular parecer preservado, enquanto a capacidade antioxidante e mitocondrial já se encontra reduzida. Isso explica por que muitos cavalos “voltam bem” do ponto de vista clínico inicial, mas apresentam fadiga precoce, aumento de CK e AST, dor muscular pós-exercício e maior estresse oxidativo.

De forma prática:

  • Até cerca de 7 dias de descanso: o impacto fisiológico tende a ser mínimo, com atividade antioxidante praticamente preservada e bom controle da produção de radicais livres;
  • Entre 7 e 14 dias: inicia-se um destreinamento funcional, com redução progressiva da atividade das enzimas antioxidantes e início da queda da capacidade antioxidante;
  • Entre 14 e 21 dias: estabelece-se uma zona crítica de readaptação, marcada por queda clara da eficiência mitocondrial e maior susceptibilidade à peroxidação lipídica; e
  • Após 21 dias: considera-se que o destreinamento metabólico está instalado, com sistema antioxidante claramente comprometido e músculo mais vulnerável a microlesões e respostas inflamatórias exacerbadas.

Esse tempo crítico não deve ser avaliado de forma isolada, pois é influenciado por fatores, como:

  • Idade do animal;
  • Nível de treinamento prévio;
  • Grau de repouso (absoluto ou ativo);
  • Qualidade da dieta durante o descanso (especialmente no que se refere à vitamina E e ao selênio);
  • Estado corporal; e
  • Massa muscular e presença de dor, inflamação ou enfermidades associadas.

Assim, um cavalo mantido em descanso absoluto por 10 dias pode estar mais desadaptado do que outro submetido a descanso ativo por 20 dias.

Como regra prática de manejo, considera-se que a partir de aproximadamente 10 a 14 dias de descanso, o retorno ao exercício já deve ser encarado como potencialmente indutor de estresse oxidativo, exigindo progressão gradual da carga de trabalho, respeito ao tempo de readaptação mitocondrial e enzimática e maior atenção ao manejo nutricional. Estratégias antioxidantes, com adequado aporte de vitamina E, selênio (respeitando as margens de segurança), além de minerais cofatores como zinco, cobre e manganês, associadas a um suprimento energético e proteico compatível com a regeneração muscular, tornam-se especialmente importantes nesse período.

Tempo de descansoCondição fisiológica predominanteAlterações metabólicas e antioxidantesConduta no retorno ao exercícioIndicação nutricional recomendadaRisco de estresse oxidativo
Até 7 diasImpacto fisiológico mínimo• Enzimas antioxidantes endógenas preservadas (SOD, GPx, catalase) • Eficiência mitocondrial mantida • Produção de radicais livres controlada• Retorno relativamente tranquilo • Ajuste leve de carga• Manutenção da dieta habitual • Vitamina E conforme NRC (≈ 500–1.000 UI/dia para cavalos em trabalho leve) • Selênio apenas via dieta basal, sem necessidade de reforçoBaixo
7 a 14 diasInício do destreinamento funcional• Redução progressiva da atividade antioxidante • Menor estímulo à biogênese mitocondrial• Retorno progressivo • Atenção ao manejo do treinamento• Vitamina E: 1.000–2.000 UI/dia • Selênio: garantir ingestão adequada (≈ 0,1–0,3 mg/100 kg PV/dia, conforme NRC) • Garantir bom aporte proteico (lisina adequada) • Minerais cofatores: Zn, Cu e Mn em níveis adequadosModerado, sobretudo se o retorno for brusco
14 a 21 diasZona crítica de readaptação• Queda clara da eficiência mitocondrial • Redução significativa da resposta antioxidante endógena • Maior risco de peroxidação lipídica• Retorno obrigatoriamente gradual • Primeiras 2 semanas com foco aeróbio leve• Vitamina E: 2.000–4.000 UI/dia (preferencialmente forma natural – d-α-tocoferol) • Selênio: ajuste cuidadoso dentro da margem de segurança • Inclusão de antioxidantes dietéticos adicionais (ex.: vitamina C, quando indicado) • Adequado fornecimento energético para evitar catabolismo muscularAlto, se a carga for retomada rapidamente
Mais de 21 diasDestreinamento metabólico instalado• Sistema antioxidante claramente comprometido • Músculo mais vulnerável a microlesões • Resposta inflamatória exacerbada• Tratar como recondicionamento físico • Progressão lenta da carga (3–5 semanas)• Vitamina E: 3.000–5.000 UI/dia (avaliar individualmente) • Selênio: monitorar ingestão total (ração + suplemento) para evitar toxicidade • Suporte proteico de alta qualidade (aminoácidos essenciais) • Possível uso de ácidos graxos ômega-3 como moduladores inflamatórios • Estratégia antioxidante praticamente obrigatóriaAlto a muito alto, se houver erro no retorno

Em conclusão, há, sim, um aumento mais brusco na liberação de radicais livres quando o equino retorna ao exercício após um período de descanso, sobretudo quando esse retorno não é gradual e cabe aos profissionais envolvidos assumir que o sistema antioxidante do equino não se encontra plenamente adaptado, que a retomada abrupta do treinamento aumenta significativamente o risco de estresse oxidativo, fadiga e lesões musculares, exigindo planejamento cuidadoso do manejo físico e nutricional.

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Quais são as relações de ômega 6 e ômega 3 presente na dieta dos equinos? https://univittasaudeanimal.com.br/quais-sao-as-relacoes-de-omega-6-e-omega-3-presente-na-dieta-dos-equinos/ https://univittasaudeanimal.com.br/quais-sao-as-relacoes-de-omega-6-e-omega-3-presente-na-dieta-dos-equinos/#respond Thu, 15 Jan 2026 09:00:00 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2542 A dieta natural dos equinos, baseada predominantemente em forragens como gramíneas e leguminosas, é naturalmente rica em ácidos graxos poli-insaturados, sobretudo da família ômega-3. A relação entre os ácidos graxos ômega-6 (ácido linoleico) e ômega-3 (ácido alfa-linolênico) desempenha um papel crucial na modulação de processos inflamatórios, integridade celular e desempenho atlético dos cavalos. As gramíneas […]

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A dieta natural dos equinos, baseada predominantemente em forragens como gramíneas e leguminosas, é naturalmente rica em ácidos graxos poli-insaturados, sobretudo da família ômega-3. A relação entre os ácidos graxos ômega-6 (ácido linoleico) e ômega-3 (ácido alfa-linolênico) desempenha um papel crucial na modulação de processos inflamatórios, integridade celular e desempenho atlético dos cavalos.

As gramíneas tropicais e temperadas mais comuns na alimentação de equinos como o capim-tifton (Cynodon spp.), o capim-coastcross, o capim-elefante (Pennisetum purpureum), e até mesmo as braquiárias (Brachiaria spp.) usadas nas fazendas para os animais de lida e o azevém (Lolium spp.) apresentam, em sua maioria, uma relação ômega-6:ômega-3 bastante equilibrada, variando de aproximadamente 1:4 a 1:6 em favor do ômega-3, especialmente quando frescas. Com isso, podemos concluir que diferentemente das dietas comerciais concentradas, a base forrageira promove um perfil lipídico anti-inflamatório.

Especificamente falando a composição típica dessas gramíneas quanto ao perfil lipídico apresentam o Capim-Tifton 85 com uma relação ômega-6:ômega-3 em torno de 1:4, o azevém com uma relação aproximada de 1:5 a 1:6, o Capim-Elefante com uma relação de 1:3 a 1:4 e a Braquiária conforme já citado com uma relação de 1:4 (em média) em favor do ômega-3.

Entretanto, quando inserimos na dieta uma suplementação de grãos e rações comerciais ricas em óleos vegetais (como milho ou soja), a proporção se inverte, chegando a níveis pró inflamatórios como 20:1 ou até mais em favor do ômega-6, o que pode predispor o animal a processos inflamatórios crônicos e menor desempenho do sistema imunológico.

A relação ômega-6:ômega-3 é baseada no perfil de ácidos graxos presentes dentro da fração lipídica do alimento, ou seja, dentro do extrato etéreo, mas não é determinada apenas pela quantidade total de extrato etéreo. O extrato etéreo mede a quantidade total de lipídios (gorduras) no alimento, mas não distingue os tipos de ácidos graxos (saturados, monoinsaturados e poli-insaturados como os ômegas).

Para obter a relação ômega-6:ômega-3, é necessário analisar a composição específica dos ácidos graxos dentro desse extrato. Para tanto, essa análise é feita por cromatografia gasosa em laboratórios especializados.

Portanto: o extrato etéreo é o “quanto de gordura”, e a proporção ômega 6:3 é o “tipo dessa gordura”.

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Os cavalos podem ou devem tomar banho com shampoo todos os dias? https://univittasaudeanimal.com.br/os-cavalos-podem-ou-devem-tomar-banho-com-shampoo-todos-os-dias/ https://univittasaudeanimal.com.br/os-cavalos-podem-ou-devem-tomar-banho-com-shampoo-todos-os-dias/#respond Tue, 13 Jan 2026 21:21:46 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2559 Apesar de parecer o correto a se fazer, não é recomendado que cavalos tomem banho com shampoo todos os dias. A pele do cavalo possui uma camada lipídica natural, formada por sebo e por uma microbiota protetora, que exerce papel fundamental na defesa contra bactérias, fungos e parasitas, além de contribuir para a manutenção da […]

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Apesar de parecer o correto a se fazer, não é recomendado que cavalos tomem banho com shampoo todos os dias. A pele do cavalo possui uma camada lipídica natural, formada por sebo e por uma microbiota protetora, que exerce papel fundamental na defesa contra bactérias, fungos e parasitas, além de contribuir para a manutenção da hidratação cutânea, do pH adequado e da qualidade do pelo. O uso diário de shampoo, mesmo daqueles classificados como neutros ou específicos para equinos, remove essa camada protetora, favorecendo o ressecamento da pele, a descamação, o surgimento de prurido, a perda de brilho dos pelos e o aumento da predisposição a dermatites, micoses e infecções bacterianas.

O banho diário pode ser realizado com segurança quando feito apenas com água, especialmente em cavalos atletas submetidos a treinamento intenso, em regiões de clima quente ou após exercícios que geram grande produção de suor. Nesses casos, a água é suficiente para remover os sais do suor e a sujeira superficial, sem causar agressões à pele. Já o uso de shampoo deve ser feito de forma moderada, geralmente uma, duas ou no máximo três vez por semana, dependendo das condições ambientais, do manejo e da sensibilidade individual do animal.

Já os shampoos medicamentosos, como os antissépticos ou antifúngicos, devem ser utilizados exclusivamente sob orientação do médico-veterinário, respeitando rigorosamente o tempo e a frequência indicados, pois o uso inadequado pode agravar desequilíbrios cutâneos. Como alternativas ao uso frequente de shampoo, a escovação diária, a limpeza localizada com pano úmido e o uso de produtos específicos sem enxágue podem contribuir para a higiene e o conforto do animal, preservando assim a saúde da pele e a qualidade do pelo.

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Quais são os malefícios dos oxalatos na dieta dos equinos? https://univittasaudeanimal.com.br/quais-sao-os-maleficios-dos-oxalatos-na-dieta-dos-equinos/ https://univittasaudeanimal.com.br/quais-sao-os-maleficios-dos-oxalatos-na-dieta-dos-equinos/#respond Tue, 13 Jan 2026 21:19:02 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2551 Os oxalatos são problemáticos porque se ligam a minerais, especialmente o cálcio, formando complexos que reduzem a absorção de nutrientes e podem causar problemas metabólicos. Especialmente na forma solúvel, os oxalatos formam complexos insolúveis com cálcio no trato digestivo (oxalato de cálcio), que são excretados nas fezes. Isso reduz a biodisponibilidade de cálcio, um mineral […]

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Os oxalatos são problemáticos porque se ligam a minerais, especialmente o cálcio, formando complexos que reduzem a absorção de nutrientes e podem causar problemas metabólicos.

Especialmente na forma solúvel, os oxalatos formam complexos insolúveis com cálcio no trato digestivo (oxalato de cálcio), que são excretados nas fezes. Isso reduz a biodisponibilidade de cálcio, um mineral essencial para a saúde óssea, muscular e nervosa dos cavalos.

A ingestão crônica de oxalatos, sem suplementação adequada de cálcio, pode levar à hipocalcemia, causando fraqueza óssea, maior risco de fraturas e doenças como osteodistrofia fibrosa (ou “cara inchada”), onde o osso é substituído por tecido fibroso devido à deficiência de cálcio.

A presença de oxalatos na dieta de potros é particularmente catastrófica, eles são mais vulneráveis, pois a deficiência de cálcio contribui para doenças ortopédicas do desenvolvimento (DODs), como epifisite ou osteocondrose. Já em cavalos atletas a hipocalcemia causada pela baixa concentração de cálcio na dieta e a presença de oxalatos, pode afetar a contração muscular, levando a fadiga ou cãibras durante o exercício.

Os oxalatos solúveis que não se ligam ao cálcio no intestino podem ser absorvidos pela corrente sanguínea e excretados pelos rins. Lá, eles podem se combinar com cálcio na urina, formando cristais de oxalato de cálcio, que podem se acumular e formar cálculos renais. Embora raro em cavalos (mais comum em humanos e pequenos animais), o acúmulo de cálculos pode causar dor, infecções urinárias ou, em casos graves, insuficiência renal. Neste caso, cavalos alimentados com dietas ricas em farelo de trigo por longos períodos, especialmente sem acesso a volumosos ricos em cálcio (como alfafa), podem estar em maior risco.

Além do cálcio, os oxalatos podem se ligar a outros minerais, como magnésio e ferro, formando complexos insolúveis que diminuem sua absorção no intestino. A deficiência pode afetar a função muscular e nervosa, causando tremores ou irritabilidade. Já se ligando ao ferro o oxalato pode reduzir a absorção e contribuir para anemia, embora isso seja menos comum em cavalos devido à sua eficiência em reciclar ferro.

Em doses elevadas, os oxalatos solúveis podem irritar a mucosa gastrointestinal, especialmente se o cavalo tiver um trato digestivo sensível. Para esses o oxalato pode levar a desconforto digestivo, fezes soltas ou, em casos extremos, inflamação leve do intestino. Esse risco é mais relevante em dietas com plantas ricas em oxalatos (ex.: *Amaranthus spp.).

Os efeitos dos oxalatos são amplificados quando a dieta é pobre em cálcio ou contém outros fatores antinutricionais (como fitatos, também presentes no farelo de trigo). Os fitatos, por exemplo, também se ligam a minerais, potencializando a deficiência de cálcio. Em cavalos alimentados exclusivamente com farelo de trigo ou com acesso limitado a feno de qualidade (como alfafa, rica em cálcio), os oxalatos podem contribuir para um quadro de desnutrição mineral, afetando a saúde geral.

Diante dos efeitos antinutricionais dos oxalatos, especialmente sobre o metabolismo do cálcio e de outros minerais essenciais, torna-se fundamental adotar estratégias nutricionais que minimizem essas perdas e preservem a saúde óssea, muscular e digestiva dos equinos. Nesse contexto, o NewAlgas da Univittá se destaca como uma solução funcional, pois fornece minerais de alta biodisponibilidade, com ênfase no cálcio e magnésio, auxiliando na manutenção do equilíbrio mineral mesmo em dietas ricas em oxalatos e fitatos, como aquelas que incluem farelo de trigo. Além disso, seus compostos bioativos contribuem para a integridade da mucosa intestinal, favorecendo a absorção de nutrientes e reduzindo impactos digestivos, sendo especialmente importante para potros em crescimento e cavalos atletas, nos quais a prevenção da hipocalcemia subclínica é determinante para o desenvolvimento adequado e o desempenho físico.

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Qual o papel da GLUCOSAMINA na nutrição dos equinos? https://univittasaudeanimal.com.br/qual-o-papel-da-glucosamina-na-nutricao-dos-equinos/ https://univittasaudeanimal.com.br/qual-o-papel-da-glucosamina-na-nutricao-dos-equinos/#respond Tue, 13 Jan 2026 21:05:44 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2508 A glucosamina é um composto essencial na nutrição de cavalos atletas devido ao seu papel na saúde articular. Ela atua como um precursor fundamental para a formação e manutenção da cartilagem, influenciando diretamente a longevidade e o desempenho dos equinos em atividades esportivas. A cartilagem articular é composta principalmente de colágeno e proteoglicanos. A glucosamina […]

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A glucosamina é um composto essencial na nutrição de cavalos atletas devido ao seu papel na saúde articular. Ela atua como um precursor fundamental para a formação e manutenção da cartilagem, influenciando diretamente a longevidade e o desempenho dos equinos em atividades esportivas.

A cartilagem articular é composta principalmente de colágeno e proteoglicanos. A glucosamina participa da síntese dos glicosaminoglicanos (GAGs), que são os principais componentes dos proteoglicanos. Estes, por sua vez, ajudam a reter água na cartilagem, garantindo sua elasticidade e resistência ao impacto.

Nos cavalos atletas, a cartilagem sofre maior desgaste devido ao estresse repetitivo das competições, treinos intensos e impacto constante. A suplementação com glucosamina auxilia na regeneração e manutenção da integridade dessa estrutura, prevenindo sua degeneração precoce.

Na estrutura articular, o líquido sinovial atua como lubrificante dentro das articulações, reduzindo o atrito entre os ossos e proporcionando movimentos suaves. A glucosamina estimula a produção e a qualidade desse líquido, ajudando a minimizar o impacto sobre as articulações. Isso é fundamental para cavalos que realizam saltos, corridas ou atividades que exigem movimentos repetitivos e de alta intensidade.

Embora a glucosamina não seja um anti-inflamatório convencional, estudos indicam que ela pode reduzir a produção de mediadores inflamatórios, como as prostaglandinas e citocinas, que estão envolvidas na degeneração articular. Isso ajuda a diminuir processos inflamatórios crônicos que podem levar à osteoartrite, condição comum em cavalos atletas.

Com o desgaste contínuo da cartilagem, os cavalos atletas estão mais propensos ao desenvolvimento de osteoartrite. A suplementação com glucosamina pode retardar a progressão da doença ao estimular a regeneração dos tecidos articulares. Isso contribui para manter a mobilidade e reduzir a necessidade do uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que podem ter efeitos adversos no sistema digestivo dos equinos.

A eficácia da glucosamina depende de sua forma química e biodisponibilidade. A forma mais comum, de altíssima biodisponibilidade e eficácia comprovada é o sulfato de glucosamina. O cloridrato de glucosamina (HCl) é um produto mais estável, mas com absorção questionável no equino. Já a N-acetilglucosamina é uma forma menos comum da glucosamina e potencialmente útil na formulação da glicosaminoglicanos.

A absorção da glucosamina em equinos pode ser influenciada pela dieta e pelo tipo de suplemento utilizado. Ela geralmente é administrada via oral, sendo absorvida no intestino e transportada para as articulações através da corrente sanguínea.

Os efeitos da glucosamina não são imediatos e normalmente, leva algumas semanas para que os benefícios se tornem perceptíveis, pois a regeneração articular é um processo lento. Para cavalos atletas, o ideal é um uso preventivo e contínuo, especialmente em animais que já apresentam sinais de desgaste articular.

Por fim, a glucosamina é um suplemento essencial para a nutrição do cavalo atleta, pois atua na manutenção da cartilagem, melhora a lubrificação articular e reduz inflamações. Sua eficácia é potencializada quando combinada com outros condroprotetores e usada de forma preventiva. Com o manejo nutricional adequado e suplementação correta, os cavalos podem ter maior longevidade esportiva e melhor qualidade de vida.

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Efeitos do Lithothamnium no Tratamento da Laminite Relacionada à Sepse em Equinos https://univittasaudeanimal.com.br/efeitos-do-lithothamnium-no-tratamento-da-laminite-relacionada-a-sepse-em-equinos/ https://univittasaudeanimal.com.br/efeitos-do-lithothamnium-no-tratamento-da-laminite-relacionada-a-sepse-em-equinos/#respond Tue, 30 Dec 2025 21:12:18 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2502 A laminite equina é uma enfermidade descrita há mais de dois mil anos e permanece, até os dias atuais, como uma das principais causas de morbidade, perda funcional e eutanásia em equinos. Trata-se de uma condição complexa, multifatorial e de difícil manejo clínico, especialmente quando associada à sepse e à síndrome da resposta inflamatória sistêmica […]

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A laminite equina é uma enfermidade descrita há mais de dois mil anos e permanece, até os dias atuais, como uma das principais causas de morbidade, perda funcional e eutanásia em equinos. Trata-se de uma condição complexa, multifatorial e de difícil manejo clínico, especialmente quando associada à sepse e à síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS).

Apesar dos avanços no entendimento dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos, as opções terapêuticas eficazes para a prevenção e o controle da laminite aguda continuam limitadas. Esse cenário justifica a busca por estratégias complementares, incluindo abordagens nutricionais com potencial efeito imunomodulador e anti-inflamatório.

Atualmente, a laminite é compreendida como uma síndrome clínica associada a diferentes doenças sistêmicas, como sepse/SIRS, desordens endócrinas e alterações de suporte mecânico. Na forma associada à sepse, ocorre intensa ativação inflamatória sistêmica, com repercussões locais severas no tecido lamelar, sendo o casco considerado um dos principais órgãos-alvo da resposta inflamatória sistêmica em equinos.

Nesse contexto, o Lithothamnium, uma alga marinha calcária rica em macro e microminerais e em compostos bioativos, tem sido investigado por seus potenciais efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e imunomoduladores. Este artigo apresenta uma análise integrada dos fundamentos anatômicos, fisiopatológicos e dos resultados experimentais relacionados ao uso do Lithothamnium no tratamento da laminite associada à sepse em equinos, com base em modelo experimental controlado e em evidências disponíveis na literatura científica.

Bases Anatômicas e Fisiopatológicas da Laminite

O casco equino é uma estrutura altamente especializada, responsável por sustentar todo o peso corporal do animal sobre um único dígito. Essa função depende do adequado funcionamento do aparato suspensor da falange distal, formado pela interdigitação altamente organizada entre lâminas epidérmicas e dérmicas.

As lâminas epidérmicas primárias subdividem-se em lâminas secundárias, ampliando de forma exponencial a área de contato e permitindo a dissipação das forças mecânicas impostas durante o apoio e a locomoção.

Organização Histológica do Tecido Lamelar

Histologicamente, observa-se uma única camada de células epidérmicas basais lamelares, conectadas entre si por desmossomos e ancoradas à membrana basal por hemidesmossomos. A membrana basal conecta-se à derme por fibras colágenas extremamente finas, que se espessam progressivamente até sua inserção na superfície rugosa da falange distal.

As células epidérmicas basais apresentam núcleo ovalado, condensado e orientado perpendicularmente à membrana basal, refletindo sua elevada especialização estrutural e funcional para sustentação do peso corporal.

Falha do Aparato Suspensor

A laminite resulta da falha funcional e estrutural desse sistema, caracterizada pela perda da integridade da junção dermoepidérmica, alongamento das lâminas epidérmicas secundárias e comprometimento progressivo da capacidade de sustentação da falange distal. Independentemente da etiologia primária, o desfecho comum é a disfunção do aparato suspensor, com risco de rotação ou afundamento da falange distal.

Laminite Relacionada à Sepse e à Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica

Na laminite associada à sepse, ocorre liberação sistêmica de padrões moleculares associados ao dano celular (DAMPs), provenientes da lise tecidual, e de padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs), derivados principalmente de bactérias Gram-negativas e Gram-positivas, incluindo lipopolissacarídeos.

Esses mediadores ativam o sistema imune inato e desencadeiam uma cascata inflamatória sistêmica de grande magnitude.

O Casco como Órgão-Alvo da SIRS em Equinos

Diferentemente do observado em humanos, nos quais o pulmão é frequentemente o primeiro órgão acometido na sepse, em equinos o casco constitui um dos principais órgãos-alvo da SIRS. A ativação inflamatória local no tecido lamelar promove liberação de citocinas pró-inflamatórias, quimiocinas e mediadores vasoativos, resultando em migração leucocitária intensa, consumo de plaquetas e fatores de coagulação, disfunção endotelial e aumento da permeabilidade vascular.

Degradação da Matriz Extracelular

A degradação da matriz extracelular lamelar está associada à ativação de metaloproteinases, responsáveis pela ruptura das fibras colágenas da membrana basal. Esses eventos levam à perda da adesão celular, alteração do fenótipo das células epidérmicas basais e falha progressiva do sistema suspensor.

Modelo Experimental de Laminite Induzida por Oligofrutose

O modelo experimental de indução de laminite por sobrecarga de oligofrutose é amplamente utilizado por reproduzir alterações metabólicas, inflamatórias e clínicas semelhantes às observadas na laminite associada à sepse.

A administração excessiva de oligofrutose promove disbiose intestinal, redução do pH no intestino grosso e aumento da produção de metabólitos inflamatórios, como lactato e histamina. Essas alterações favorecem a translocação bacteriana e a liberação sistêmica de endotoxinas, culminando em endotoxemia e ativação da resposta inflamatória sistêmica.

Caracterização do Lithothamnium e Mecanismos Biológicos

O Lithothamnium é uma alga marinha calcária pertencente ao grupo das algas vermelhas, caracterizada pela incorporação de minerais marinhos em sua estrutura celular sob a forma de cristais de calcita.

Composição Mineral

Sua composição inclui mais de 70 macro e microminerais, com predominância de cálcio e magnésio, além de oligoelementos essenciais, como zinco, cobre, manganês e selênio.

Compostos Bioativos e Ação Imunomoduladora

Além da fração mineral, o Lithothamnium contém polissacarídeos sulfatados bioativos com propriedades imunomoduladoras e anti-inflamatórias. Esses compostos reduzem a produção de citocinas pró-inflamatórias, diminuem a adesão leucocitária ao endotélio vascular e limitam a migração de células inflamatórias para os tecidos. Os minerais presentes atuam como cofatores de enzimas antioxidantes, contribuindo para a redução do estresse oxidativo.

Evidências Científicas do Lithothamnium

Estudos experimentais em diferentes modelos animais demonstram que o Lithothamnium reduz a infiltração leucocitária, atenua a produção de mediadores inflamatórios e preserva a integridade tecidual em condições inflamatórias agudas e crônicas.

Ensaios clínicos em humanos, especialmente em pacientes com osteoartrite, demonstraram melhora da dor e da função articular com o uso de multi-minerais derivados de Lithothamnium, reforçando seu potencial anti-inflamatório e segurança de uso. Em equinos jovens, estudos indicam efeitos positivos sobre o metabolismo e o turnover ósseo.

Estudo Experimental em Equinos Suplementados com Lithothamnium

No estudo experimental em equinos, a laminite associada à sepse foi induzida por sobrecarga oral de oligofrutose. Os animais foram distribuídos em grupo controle e grupo previamente suplementado com Lithothamnium, administrado na dose de 100 mg/kg, duas vezes ao dia, por sete dias antes da indução.

Foram avaliados parâmetros clínicos, hematológicos, bioquímicos, histopatológicos e imunohistoquímicos até 36 horas após a indução.

Resultados Sistêmicos e Locais

A suplementação com Lithothamnium retardou o aparecimento da SIRS e reduziu a intensidade da resposta inflamatória sistêmica. Os animais suplementados apresentaram menor incidência e gravidade de diarreia, preservação da motilidade intestinal, menor taquicardia, menor hemoconcentração, menor elevação de creatinina, atenuação de alterações hepáticas e menor hiperglicemia.

Houve redução do consumo de plaquetas, menor intensidade de leucocitose e neutrofilia. Clinicamente, observou-se atraso no aparecimento da laminite e menor gravidade das manifestações locomotoras.

Histologicamente, verificou-se preservação da arquitetura lamelar, menor alongamento das lâminas epidérmicas secundárias, manutenção da integridade da membrana basal e menor alteração do fenótipo das células epidérmicas basais. A imunomarcação para calprotectina evidenciou menor infiltração neutrofílica no tecido lamelar.

Limitações e Considerações Finais

Embora os resultados demonstrem efeitos benéficos do Lithothamnium na modulação da resposta inflamatória sistêmica e na atenuação da laminite associada à sepse, a evidência direta em equinos ainda se limita a modelos experimentais controlados. O uso do Lithothamnium não substitui o tratamento da causa primária da sepse, devendo ser considerado como estratégia adjuvante.

Conclusão

A suplementação prévia com Lithothamnium demonstrou capacidade de atenuar e retardar a resposta inflamatória sistêmica induzida por sobrecarga de carboidratos, reduzir a disfunção de múltiplos órgãos e minimizar a gravidade clínica, histopatológica e imunohistoquímica da laminite associada à sepse em equinos. Esses achados sustentam o potencial do Lithothamnium como ferramenta nutricional adjuvante na prevenção e no manejo de quadros inflamatórios sistêmicos e da laminite em equinos.

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Foot Balance Bálsamo Protetor: hidratação inteligente e proteção completa para os cascos https://univittasaudeanimal.com.br/footbalance-protecao-completa-para-os-cascos/ https://univittasaudeanimal.com.br/footbalance-protecao-completa-para-os-cascos/#respond Fri, 05 Dec 2025 13:39:06 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2491 Desenvolvido para hidratar, nutrir e proteger a parede do casco, formando um filme semipermeável que mantém a elasticidade e reduz infiltrações. Ideal para equinos em qualquer tipo de manejo, especialmente os expostos à umidade, calor, lama ou terrenos abrasivos. Sua ação combina nutrição profunda (óleos vegetais + lanolina) com proteção externa (cera de abelha), entregando cascos mais fortes, saudáveis e resistentes.

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Foot Balance Bálsamo Protetor é um produto de uso tópico desenvolvido para hidratar, proteger e preservar a integridade da parede do casco, atendendo às exigências de equinos submetidos a diferentes tipos de manejo e intensidade de trabalho. Sua fórmula reúne óleos naturais, lipídios estruturais e agentes tecnológicos que atuam de forma complementar, criando um filme protetor semipermeável, capaz de manter a hidratação adequada sem impedir a respiração natural da queratina.

Ao ser utilizado continuamente, o bálsamo contribui para a manutenção da elasticidade, reduz infiltrações excessivas de umidade e protege contra ressecamentos, rachaduras e microfissuras, alterações que comprometem a resistência, a funcionalidade e o desempenho dos cascos.

Seu mecanismo de ação baseia-se no conceito de hidratação inteligente associada à impermeabilização seletiva. Os óleos vegetais e a lanolina apresentam alta afinidade pela estrutura queratínica, penetrando nas camadas externas do casco, nutrindo profundamente e restaurando o equilíbrio lipídico natural. Paralelamente, alguns ativos, em sinergia com a cera de abelha, forma um revestimento protetor que reduz a perda de água por evaporação principalmente em ambientes cecos e quentes, impede a absorção excessiva de umidade ambiental e cria uma barreira contra lama, urina, sujidades e microrganismos. Essa combinação resulta em um casco mais estável, elástico e resistente, com brilho natural e maior proteção frente às variações climáticas e às condições de manejo, tornando o Foot Balance uma ferramenta essencial para quem busca saúde, durabilidade e performance dos cascos.


Como o Foot Balance atua nos cascos?

O produto trabalha com o conceito de hidratação inteligente + impermeabilização seletiva, unindo nutrição profunda e barreira protetora:

  • Óleos vegetais e lanolina se fixam naturalmente à estrutura queratínica, penetrando nas camadas externas do casco e restaurando o equilíbrio lipídico.
  • Cera de abelha e agentes sinérgicos criam um revestimento protetor que:
  • Reduz a perda de água por evaporação, especialmente em ambientes secos e quentes;
  • Impede a absorção excessiva de umidade;
  • Protege contra lama, urina, sujeira e microrganismos.

Essa ação conjunta mantém o casco mais elástico, resistente e com brilho natural, sendo um aliado essencial para quem busca saúde, durabilidade e performance dos cascos.


Indicação

O Foot Balance é indicado para todos os equinos, incluindo:

  • Cavalos atletas;
  • Potros em crescimento, que ainda apresentam parede de casco mais sensível;
  • Animais estabulados ou expostos à lama, umidade ou terrenos abrasivos e/ou quentes;
  • Cavalos com cascos ressecados, quebradiços, frágeis ou rachados;
  • Equinos ferrados ou descalços;
  • Animais com histórico de infiltrações ou amolecimento da sola.

Uso recomendado tanto preventivo quanto corretivo.
Siga sempre a orientação do médico veterinário ou ferrador.


Modo de Uso

Passo 1: Limpar e secar completamente o casco. A remoção de barro e umidade é essencial para garantir boa adesão.

Passo 2: Aplicar uma camada uniforme utilizando pincel, espuma ou pano, cobrindo:

  • Parede do casco
  • Linha branca
  • Talão e região posterior

Frequência recomendada:

  • 2 a 4 vezes por semana, conforme manejo e ambiente;
  • Em períodos de chuvas, lama intensa ou treinamento diário → recomendada aplicação diária.


Por que escolher o Foot Balance?

  • Fórmula com óleos naturais e lipídios estruturais
  • Barreira semipermeável que protege sem impedir a respiração da queratina
  • Mantém hidratação ideal
  • Previne rachaduras, fissuras e infiltração de umidade
  • Indicado para equinos de todas as categorias
  • Eficaz em climas secos, úmidos, quentes ou de grande variação


Quero saber mais sobre o FootBalance

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Qual a diferença do COLÁGENO HIDROLISADO, COLÁGENO TIPO 2 e do PEPTÍDEO BIOATIVO DE COLÁGENO, na suplementação do cavalo atleta? https://univittasaudeanimal.com.br/qual-a-diferenca-do-colageno-hidrolisado-colageno-tipo-2-e-do-peptideo-bioativo-de-colageno-na-suplementacao-do-cavalo-atleta/ https://univittasaudeanimal.com.br/qual-a-diferenca-do-colageno-hidrolisado-colageno-tipo-2-e-do-peptideo-bioativo-de-colageno-na-suplementacao-do-cavalo-atleta/#respond Wed, 15 Oct 2025 14:17:20 +0000 https://univittasaudeanimal.com.br/?p=2168 Também chamado de colágeno tipo 1 hidrolisado, o colágeno hidrolisado é obtido a partir da hidrólise do colágeno de origem animal, geralmente bovina, suína ou até mesmo peixes marinhos. Adquirido através de um processo que quebra as moléculas de colágeno em partículas menores (peptídeos), a absorção pelo organismo é facilitada, auxiliando e garantindo a saúde […]

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Também chamado de colágeno tipo 1 hidrolisado, o colágeno hidrolisado é obtido a partir da hidrólise do colágeno de origem animal, geralmente bovina, suína ou até mesmo peixes marinhos. Adquirido através de um processo que quebra as moléculas de colágeno em partículas menores (peptídeos), a absorção pelo organismo é facilitada, auxiliando e garantindo a saúde da pele, do pelo, dos cascos, sendo muito usado para promover a saúde das articulações.

Extraído principalmente da cartilagem de frango, o colágeno tipo 2 não é hidrolisado ele é desnaturado, ou seja, mantém sua estrutura original. Dessa forma, o colágeno tipo 2 não é absorvido pelo animal atuando somente no sistema imunológico ajudando a reduzir inflamações e degradando menos a cartilagem, indicado para animais com problemas articulares agudos com um processo inflamatório intenso ou doenças autoimunes articulares, inexistente nos equinos. O colágeno tipo 2 tem o mecanismo de ação diferente do colágeno hidrolisado e do peptídeo bioativo, pois age modulando a resposta inflamatória e não com uma ação direta local na matriz articular.

Já os peptídeos bioativos de colágeno, são fragmentos específicos de colágeno hidrolisado que passaram por um processo avançado de quebra enzimática, nesse processo cada tipo de peptídeo bioativo tem uma função específica no corpo (ex.: melhora da elasticidade da pele, fortalecimento dos ossos, recuperação muscular, regeneração tendínea e até mesmo articular).

Algumas marcas possuem fórmulas específicas com peptídeos bioativos patenteados para diferentes finalidades, onde segmentos específicos desses peptídeos do colágeno tem funções direcionadas, dependendo da necessidade. Sua absorção é muito rápida e a ação é muito específica. Dessa forma, se certificar o tipo de peptídeo que se está suplementando é fundamental para o sucesso da terapia de suporte e/ou da suplementação.


Dr. Allan R. F. Muche
Médico Veterinário – CRMV-SP 21.770
CEO da Univittá Saúde Animal

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