Os oxalatos são problemáticos porque se ligam a minerais, especialmente o cálcio, formando complexos que reduzem a absorção de nutrientes e podem causar problemas metabólicos.
Especialmente na forma solúvel, os oxalatos formam complexos insolúveis com cálcio no trato digestivo (oxalato de cálcio), que são excretados nas fezes. Isso reduz a biodisponibilidade de cálcio, um mineral essencial para a saúde óssea, muscular e nervosa dos cavalos.
A ingestão crônica de oxalatos, sem suplementação adequada de cálcio, pode levar à hipocalcemia, causando fraqueza óssea, maior risco de fraturas e doenças como osteodistrofia fibrosa (ou “cara inchada”), onde o osso é substituído por tecido fibroso devido à deficiência de cálcio.
A presença de oxalatos na dieta de potros é particularmente catastrófica, eles são mais vulneráveis, pois a deficiência de cálcio contribui para doenças ortopédicas do desenvolvimento (DODs), como epifisite ou osteocondrose. Já em cavalos atletas a hipocalcemia causada pela baixa concentração de cálcio na dieta e a presença de oxalatos, pode afetar a contração muscular, levando a fadiga ou cãibras durante o exercício.
Os oxalatos solúveis que não se ligam ao cálcio no intestino podem ser absorvidos pela corrente sanguínea e excretados pelos rins. Lá, eles podem se combinar com cálcio na urina, formando cristais de oxalato de cálcio, que podem se acumular e formar cálculos renais. Embora raro em cavalos (mais comum em humanos e pequenos animais), o acúmulo de cálculos pode causar dor, infecções urinárias ou, em casos graves, insuficiência renal. Neste caso, cavalos alimentados com dietas ricas em farelo de trigo por longos períodos, especialmente sem acesso a volumosos ricos em cálcio (como alfafa), podem estar em maior risco.
Além do cálcio, os oxalatos podem se ligar a outros minerais, como magnésio e ferro, formando complexos insolúveis que diminuem sua absorção no intestino. A deficiência pode afetar a função muscular e nervosa, causando tremores ou irritabilidade. Já se ligando ao ferro o oxalato pode reduzir a absorção e contribuir para anemia, embora isso seja menos comum em cavalos devido à sua eficiência em reciclar ferro.
Em doses elevadas, os oxalatos solúveis podem irritar a mucosa gastrointestinal, especialmente se o cavalo tiver um trato digestivo sensível. Para esses o oxalato pode levar a desconforto digestivo, fezes soltas ou, em casos extremos, inflamação leve do intestino. Esse risco é mais relevante em dietas com plantas ricas em oxalatos (ex.: *Amaranthus spp.).
Os efeitos dos oxalatos são amplificados quando a dieta é pobre em cálcio ou contém outros fatores antinutricionais (como fitatos, também presentes no farelo de trigo). Os fitatos, por exemplo, também se ligam a minerais, potencializando a deficiência de cálcio. Em cavalos alimentados exclusivamente com farelo de trigo ou com acesso limitado a feno de qualidade (como alfafa, rica em cálcio), os oxalatos podem contribuir para um quadro de desnutrição mineral, afetando a saúde geral.
Diante dos efeitos antinutricionais dos oxalatos, especialmente sobre o metabolismo do cálcio e de outros minerais essenciais, torna-se fundamental adotar estratégias nutricionais que minimizem essas perdas e preservem a saúde óssea, muscular e digestiva dos equinos. Nesse contexto, o NewAlgas da Univittá se destaca como uma solução funcional, pois fornece minerais de alta biodisponibilidade, com ênfase no cálcio e magnésio, auxiliando na manutenção do equilíbrio mineral mesmo em dietas ricas em oxalatos e fitatos, como aquelas que incluem farelo de trigo. Além disso, seus compostos bioativos contribuem para a integridade da mucosa intestinal, favorecendo a absorção de nutrientes e reduzindo impactos digestivos, sendo especialmente importante para potros em crescimento e cavalos atletas, nos quais a prevenção da hipocalcemia subclínica é determinante para o desenvolvimento adequado e o desempenho físico.
