Quais são as relações de ômega 6 e ômega 3 presente na dieta dos equinos?

A dieta natural dos equinos, baseada predominantemente em forragens como gramíneas e leguminosas, é naturalmente rica em ácidos graxos poli-insaturados, sobretudo da família ômega-3. A relação entre os ácidos graxos ômega-6 (ácido linoleico) e ômega-3 (ácido alfa-linolênico) desempenha um papel crucial na modulação de processos inflamatórios, integridade celular e desempenho atlético dos cavalos.

As gramíneas tropicais e temperadas mais comuns na alimentação de equinos como o capim-tifton (Cynodon spp.), o capim-coastcross, o capim-elefante (Pennisetum purpureum), e até mesmo as braquiárias (Brachiaria spp.) usadas nas fazendas para os animais de lida e o azevém (Lolium spp.) apresentam, em sua maioria, uma relação ômega-6:ômega-3 bastante equilibrada, variando de aproximadamente 1:4 a 1:6 em favor do ômega-3, especialmente quando frescas. Com isso, podemos concluir que diferentemente das dietas comerciais concentradas, a base forrageira promove um perfil lipídico anti-inflamatório.

Especificamente falando a composição típica dessas gramíneas quanto ao perfil lipídico apresentam o Capim-Tifton 85 com uma relação ômega-6:ômega-3 em torno de 1:4, o azevém com uma relação aproximada de 1:5 a 1:6, o Capim-Elefante com uma relação de 1:3 a 1:4 e a Braquiária conforme já citado com uma relação de 1:4 (em média) em favor do ômega-3.

Entretanto, quando inserimos na dieta uma suplementação de grãos e rações comerciais ricas em óleos vegetais (como milho ou soja), a proporção se inverte, chegando a níveis pró inflamatórios como 20:1 ou até mais em favor do ômega-6, o que pode predispor o animal a processos inflamatórios crônicos e menor desempenho do sistema imunológico.

A relação ômega-6:ômega-3 é baseada no perfil de ácidos graxos presentes dentro da fração lipídica do alimento, ou seja, dentro do extrato etéreo, mas não é determinada apenas pela quantidade total de extrato etéreo. O extrato etéreo mede a quantidade total de lipídios (gorduras) no alimento, mas não distingue os tipos de ácidos graxos (saturados, monoinsaturados e poli-insaturados como os ômegas).

Para obter a relação ômega-6:ômega-3, é necessário analisar a composição específica dos ácidos graxos dentro desse extrato. Para tanto, essa análise é feita por cromatografia gasosa em laboratórios especializados.

Portanto: o extrato etéreo é o “quanto de gordura”, e a proporção ômega 6:3 é o “tipo dessa gordura”.

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