A síndrome metabólica equina nada mais é que uma coleção de fatores de risco que desencadeiam uma laminite associada a hiperinsulinemia e outras comorbidades relacionadas à desregulação insulínica.
Para diagnosticar corretamente a SME, é necessário um exame físico detalhado, exames laboratoriais que comprovem o estado da desregulação insulínica, e exames para a identificação de complicações concomitantes, como radiografia dos cascos para identificação de alterações podofalângicas sugestivas de laminite.
O fato de alguns animais sem obesidade ou adiposidade regional apresentarem desregulação insulínica e predisposição à laminite, e que há insuficiência de informações sobre as diferenças existentes entre raças quanto à sensibilidade à insulina e respostas insulínicas aos testes laboratoriais, e sobre os valores de referência de insulina mensurada em alguns equipamentos.
Dessa forma, o estudo da síndrome metabólica equina ainda apresenta muitos questionamentos a serem elucidados, como o próprio termo SME síndrome metabólica equina que foi recém estabelecido.
Dr. Allan R. F. Muche
Médico Veterinário – CRMV-SP 21.770
CEO da Univittá Saúde Animal
